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segunda-feira, 3 de março de 2025

MANDA-CHUVA (1961)

Manda-Chuva (Top Cat) /Hanna-Barbera / Warner / Divulgação

Após trazer uma técnica econômica e inovadora de animações curtas para a televisão desde 1957, a dupla de animadores William Hanna e Joseph Barbera, fundadores do estúdio Hanna-Barbera, passaram a investir em séries animadas em formato sitcom (comédia de situação), que assim como nas séries live action, tinham duração de cerca de 30 minutos de duração (contando com os intervalos comerciais). A primeira aposta da dupla foi com a série Os Flintstones em 1960, logo trazendo vários outros títulos, como Os Jetsons, Jonny Quest e o tema dessa matéria: Manda-Chuva (Top Cat).

A série apresentava o dia a dia de uma gangue de gatos de rua, liderados pelo espertalhão chamado Manda-Chuva, um gato de cor amarela e bom de papo, sempre vestindo um colete e chapéu de cor roxa, que sempre tentava levar vantagem para cima dos outros. A gangue ainda contava com Batatinha, Espeto, Bacana, Gênio e Chuchu. Viviam em um beco de Manhattan ("Brasília" na dublagem brasileira), onde se reuniam para planejar golpes, visando ganhar algum dinheiro fácil.

O maior desafio da turma de gatos era driblar o enérgico policial, Guarda Belo, que sempre estava em seu encalço. Uma cena recorrente nos episódios era Manda-Chuva levando uma bela bronca por usar o telefone exclusivo da polícia sem permissão. 

Manda-Chuva sempre tentava tirar vantagem nas mais variadas situações, levando as pessoas através de sua lábia. Porém, no final sempre se dava mal, assim como seus amigos, não muito inteligentes por sinal, que cumpriam à risca tudo que o chefe lhes ordenava.

O gato espertalhão também não aceitava a concorrência de outros gatos que ousassem tentar comandar sua área ou seus subordinados.

Manda-Chuva, Bacana, Batatinha, Gênio, Chuchu e Espeto.

Os roteiros eram simples e funcionais, trazendo situações divertidas e agradavam toda a família, já que este tipo de séries animadas desenvolvidas em formato sitcom visava entreter também o público adulto.

Um fato interessante era ver gatos antropomórficos lidando com seres humanos, sem que estes estranhasem a situação. Algo típico dos desenhos animados de uma época em que o público não pedia explicação para tudo, mas apenas queria se divertir com boas histórias.

Foi exibido originalmente entre 27 de setembro de 1961 e 18 de abril de 1962 pela rede norte-americana ABC, com uma única temporada e um total de 30 episódios.

No Brasil, foi exibido à partir de 1963 pela TV Record, fazendo grande sucesso junto ao público. No decorrer das décadas seguintes passou por várias outras outras emissoras, como Globo, SBT, Rede Brasil, Cartoon Network, Boomerang e Tooncast.

A turma do Manda-Chuva e Guarda Belo.

A dublagem nacional ficou à cargo do estúdio AIC-SP, contando com um elenco de vozes excepcional. Destaque para o protagonista, dublado pelo ator Lima Duarte. A tradução adaotava vários termos para a realidade brasileira, como nomes e cidades e moeda corrente da época, no caso o Cruzeiro, tornando a série ainda mais próxima é atrativa para as crianças do país.

Ganhou lançamento de revistas em quadrinhos pela Editora Abril com 11 edições, sendo publicadas entre 1975 e 1978. Posteriormente, retornou pela mesma editora com mais 30 edições entre 1980 e 1984. Ainda teve uma nova publicação em apenas 4 volumes pela editora Cedibra em 1988.

Teve alguns episódios lançados em fitas VHS no final da década de 1980 pelo selo Hipervídeo. No início dos anos 2000, o desenho foi lançado por completo em um box de DVD's pela Warner Home Video

Ainda ganhou duas adaptações em longa-metragens animados, sendo Manda-Chuva: O Filme em 2011 (2D) e Manda-Chuva: O Início em 2015 (3D).

Atualmente, a série animada está disponível para os assinantes do serviço de streaming Max.

Quadrinhos pela Editora Abril.

Assista um trecho do desenho (créditos: Tv a Lenha e o Viajante do Tempo):

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quinta-feira, 24 de outubro de 2024

TV KIDS: O BLOCO DE ANIMÊS E TOKUSATSU DA REDETV!



 

TV Kids: a última geração nipônica da TV aberta.

Ao se falar em nostalgia quanto à exibições de animês e tokusatsu na televisão brasileira, logo vem à memória de boa parte das pessoas a extinta Rede Manchete, emissora carioca que operou no país entre 1983 e 1999 e ficou marcada por trazer dezenas de produções orientais desde o início de suas atividades. Dentre seus títulos mais famosos estão o tokusatsu O Fantástico Jaspion e o animê Os Cavaleiros do Zodíaco

Após a extinção da citada emissora carioca, surge um novo canal sediado em São Paulo, chamado RedeTV!. Há que se destacar que houve um período de transição entre o final da Manchete e a inauguração da programação oficial da nova emissora durante alguns meses do ano de 1999. Nesta curto período, a emissora foi chamada provisoriamente como "TV!". Durante estes meses, foram exibidas quatro séries nipônicas como herança da programação da Manchete, sendo os animês Shurato e Yu Yu Hakusho e as séries tokusatsu Jiraya e Maskman.

O intuito desta matéria é abordar uma fase posterior da emissora, já estabelecida e com cara própria, exibindo seus próprios produtos orientais como parte de sua grade infanto-juvenil. Assim, partimos para o ano de 2006, quando foi anunciada a estreia do programa TV Kids para o dia 5 de junho. A atração seria dedicada totalmente à exibição de animações japonesas, sendo seus primeiros títulos: Super Campeões e Fullmetal Alchemist. As exibições ocorriam de segunda à sexta-feira aos finais de tarde.

Tal programa chegou à grade da RedeTV! graças a uma parceria feita com a distribuidora Swen Entretenimentos, a representante da Televix no Brasil. O intuito da empresa era deixar as séries em evidência na televisão, pois visava comercializar os títulos no mercado de home video. Logo os animês sairiam em boxes de DVDs pela distribuidora Focus Filmes.

Super Campeões, a nova saga de um velho conhecido da TV Manchete.

Curiosamente, a franquia Super Campeões ("Captain Tsubasa" no Japão) já era conhecida do público brasileiro por ter sido exibida entre 1997 e 1998 pela extinta Manchete. A diferença é que a série exibida pela emissora carioca era a saga produzida em 1994 com o título Captain Tsubasa J, enquanto a RedeTV! exibiria o remake produzido em 2001 que também cobria novos fatos da carreira futebolística do protagonista Oliver Tsubasa (Tsubasa Ozora), intitulado Captain Tsubasa Road to 2002. Ambas foram chamadas apenas como "Super Campeões" no Brasil.

Por outro lado, a exibição de Fullmetal Alchemist no programa voltado principalmente ao público infantil trouxe um misto de alegria e desconfiança, já que a série possui um nível de violência elevado. Para não ter problemas devido ao horário, a solução foi exibir a saga dos irmãos Edward e Alphonse com cortes nas cenas mais pesadas. O título fez grande sucesso no Japão, tanto em mangá quanto em animê. Sua publicação original ocorreu em 2001, ganhando versão animada em 2003.


Fullmetal Alchemist, a famosa saga dos irmãos Elric na TV aberta.

O programa foi destaque na emissora, alcançando média de 5 pontos de audiência, resultando na chegada de dois novos títulos: Hunter x Hunter Viewtiful Joe.

Assim como Fulmetal Alchemist, Hunter x Hunter é uma das obras de maior sucesso no Japão, criada pelo mangaká Yoshihiro Togashi (também autor de "Yu Yu Hakusho"), publicada em mangá desde 1998 e tendo sua série animada produzida em 1999. Apresenta a saga do garoto Gon partindo em busca de tornar-se um grande caçador, assim como seu pai. O animê foi exibido com alguns cortes e ganhou uma versão nacional para o tema de abertura na voz do cantor Ricardo Cruz. Curiosamente, nos DVDs nacionais não utilizaram a versão cantada, deixando apenas o instrumental da abertura.

Viewtiful Joe é uma série baseada no videogame homônimo, produzida em 2004. A saga apresenta o jovem Joe, fã do personagem Capitão Blue, tornando um super-herói após ter sua namorada, Silvia, raptada pelo líder da força maligna Jadow durante uma sessão de cinema. Chamou a atenção por seu visual peculiar, com personagens pequenos e traços levemente cartunescos.

Hunter x Hunter e Viewtiful Joe, dois sucessos do TV Kids.

Infelizmente, o programa foi cancelado em 2007 após o fim da parceria da emissora com a distribuidora, culminando em vários lançamentos dos animês de forma incompleta em DVD.

Em 2008, o programa voltaria de forma despretensiosa e, ao mesmo tempo, surpreendente. O fato ocorreu após a emissora adquirir os 35 primeiros episódios da primeira temporada do animê de grande sucesso Pokémon. O intuito era usar a série apenas como um tapa-buraco na grade vespertina. Rapidamente, os índices de audiência começaram a subir, levando a emissora a comprar várias outras temporadas da série e reativar o programa TV Kids.

Nesta fase também foram exibidos desenhos ocidentais, como Chaotic. Porém, a grande surpresa estava reservada para abril de 2009, quando ocorreu a estréia da inédita série tokusatsu Ryukendo. O título havia sido adquirido no ano anterior, junto à distribuidora Swen-Televix, sendo uma grande surpresa aos fãs do gênero que estava fora da TV aberta brasileira desde a estreia de Ultraman Tiga pela TV Record no ano 2000.

Ryukendo, o último tokusatsu inédito na TV.

Ryukendo foi uma produção da fabricante de brinquedos Takara Tomy em parceria com a produtora We’Ve Inc, exibida originalmente na televisão japonesa entre 8 de janeiro e 31 de dezembro de 2006 pela TV Aichi. Apresentava o jovem policial Kenji Narukami que ganha super poderes para enfrentar a maligna organização Yamanga que ameaça a pequena cidade de Akebono. Assim torna-se o guerreiro Ryukendo, aliado da organização secreta S.H.O.T. (Shoot Hell Obduracy Troopers).

Ainda em 2009, ganhou novas atrações, como o live action TWF, o animê Dinossauro Rei e novas temporadas de Pokémon. Mas as grandes novidades foram a inserção da apresentadora Samille Araujo e o patrocínio do refrigerante Dolly.

Durante os anos de exibição, o TV Kids teve algumas alterações em seu logo e tema de abertura.

Dinossauro Rei é um animê produzido pela Sunrise entre 2007 e 2008, baseado no videogame homônimo lançado para consoles da Sega em 2005. A trama apresenta o garoto Max Teylor, grande admirador de dinossauros. Um dia presencia a queda de um meteoro, contendo 3 pedras elementares que poderiam ressuscitar os dinossauros. Ao lado de seus amigos Rex e Zoe, descobre os planos da Gangue Alfa, uma organização criminosa que pretende usar os dinossauros para dominar o mundo, passando a lutar para impedir este terrível objetivo. Seu mascote é um pequeno tricerátopo, Gabu. 

Em 2010 chegam novos desenhos para integrar a atração, sendo a animação canadense A Ilha dos Desafios e os animês Digimon 4, Super Onze e Yu-Gi-Oh GX.

Digimon 4 marcou a última leva de animês do TV Kids.

Os três últimos animês chamaram a atenção do público, por se tratarem de títulos consagrados no Japão e também no Brasil. A começar pela franquia Digimon, tendo sua primeira temporada trazida ao país no início dos anos 2000 pela Globo e Fox Kids, a fim de rivalizar com o sucesso de Pokémon, na época exibido pela Record e Cartoon Network. Ter a quarta série da franquia em TV aberta após tantos anos foi um grande presente aos fãs da série. Yu-Gi-Oh GX era uma série de sequência de outra franquia exibida com sucesso no início dos anos 2000. Finalmente, Super Onze era mais um animê voltado à temática esportiva, assim como Super Campeões focado no futebol, mas com o diferecial de seus personagens praticarem o esporte utilizando poderes especiais.

Este período também foi de grande sucesso para o TV Kids. O que o público não esperava é que após as citadas estréias, nenhum novo produto nipônico seria adquirido pela emissora. As últimas novidades foram alguns desenhos ocidentais, como Três Espiãs Demais, Redakai e Johnny Test. A atração seria cancelada definitivamente em 2015, já sem o mesmo apelo de outrora, mas ainda assim deixando boas lembranças a toda uma geração.

Após o fim do TV Kids, algumas emissoras de TV aberta ainda chegaram a exibir animês e tokusatsu, mas na maioria das vezes sendo reprises de clássicos consegrados, como a Rede Brasil ao exibir Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z entre 2016 e 2018 e a Bandeirantes com Jaspion, Changeman, Jiraya e Black Kamen Rider em 2020. Ainda houve o breve período de vida da emissora Loading que mesclou clássicos como O Pequeno Príncipe e títulos mais atuais como Attack on Titan. Mas, sem sombra de dúvida, podemos afirmar que o programa TV Kids marcou a última geração relevante de produções nipônicas na TV aberta.

Samille Araújo apresentando o TV Kids.

Várias séries citadas nesta matéria possuem review no Blog Sushi POP. Leia clicando aqui.
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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

ANIMAIS DO BOSQUE DOS VINTÉNS (1993)

Os animais do bosque, liderados pelo Sr. Raposa

Na década de 1990, a TV Cultura apresentou um desenho animado europeu que chamou a atenção não apenas das crianças, mas também dos adultos, por sua bela animação, trilha sonora, personagens e, especiamente, profundidade de roteiro. A série Animais do Bosque dos Vinténs (The Animals of Farthing Wood) é considerada um dos maiores clássicos exibidos pela emissora paulista em sua fase de ouro na programação infantil.

A trama se inicia quando um grupo de animais se depara com a terrível situação de ver seu lar sendo destruído. As árvores do simpático Bosque dos Vinténs estavam sendo derrubadas, pois no local seria construído um conjunto residencial. Para tentar solucionar o problema, o Sr. Raposa convoca os animais para uma reunião na toca do Texugo. Durante a discussão, o Sapo informa aos demais sobre uma reserva natural, denominada Parque do Cervo Branco, onde todos poderiam viver em paz. Assim resolver partir para este local promissor, jamais imaginando o quão difícil seria chegar ali.

Para iniciar a jornada, o grupo liderado pelo Sr. Raposa faz o Juramento de Proteção Mútua, visando não haver ataques de predadores e colaboração entre os animais durante sua peregrinação. O que eles não esperavam é que a longa viagem lhes reservaria grandes surpresas, muitas vezes desagradáveis e até mesmo fatais.

O casal Raposa e Texugo.
 

Dentre os animais, destacam-se na trama os já citados Senhor e Senhora Raposa, o Sapo e o Texugo. Ainda a Coruja, o Faisão, a Cobra, a Garça e o Coelho.

A primeira fase se encerra com a chegada dos animais ao tão sonhado Parque do Cervo Branco. Na segunda fase conhecemos novos personagens, como o casal de raposas azuis, Cicatriz e Dama Azul. Não demora muito para que os protagonistas tenham um novo percalço, já que os animais que viviam no local passam a considerá-los como uma ameaça, levando em conta de teriam que dividir seu alimento, além de tornarem-se presas fáceis. 

Ainda houve uma terceira fase que, inexplicavelmente, permanece inédita no Brasil, onde os animais passam por novas dificuldades, como humanos jogando substâncias tóxicas no rio e uma invasão de ratos.

O desenho foi criado pela European Broadcasting Union - União Europeia de Radiodifusão (EBU-UER) e produzido em uma parceria dos estúdios Telemagination (Inglaterra) e La Fabrique (França). Foi baseado na série de livros The Animals of Farthing Wood, do autor inglês Colin Dann, publicados entre 1979 e 1994. Sua exibição original ocorreu entre 1993 e 1995 em países europeus, como Reino Unido e Alemanha. Foi finalizado com um total de 39 episódios, divididos em três temporadas.

The Animals of Farthing Wood, o livro em que a série foi baseada

O elemento que mais chama a atenção para esta série infantil é sua grande carga dramática, já que desenhos animados ocidentais nunca foram muito voltados a levar as crianças a verem de forma tão explicita o quanto a vida pode ter momentos dolorosos. Na época, houveram até mesmo pais ligando na emissora exigindo que o desenho não mais fosse exibido no horário vespertino, pois em vários episódios haviam mortes dos animais durante sua jornada de sobrevivência.

O que há de ser entendido é que a série, antes de tentar impressionar os pequenos de forma aparentemente sensacionalista, quer mostrar que a vida é feita de momentos bons e ruins. Até mesmo, o quanto devemos ser responsáveis e cuidar de nossas famílias e amigos. Tais características costumam ser mais presentes em animações orientais, como nos famosos animês (termo usado para animações japonesas). Por tal razão, muitos acabaram não compreendendo a riqueza da obra na época de sua exibição. Atualmente, muitos veem a série animada como um produto que traz grandes lições de vida aos pequenos, exaltando valores, algo que vai muito além da mera nostalgia.

Estreou no Brasil em 6 de dezembro de 1993 pela TV Cultura, sendo reprisado até meados de 1999. A dublagem ficou à cargo do extinto estúdio paulista Alamo. Infelizmente, após este período, não ganhou novas reprises e nem mesmo foi lançado em fitas VHS, DVDs ou serviços de streaming no país. Ainda assim é um dos desenhos mais lembrados pela geração que o acompanhou nos anos 90.

Leia sobre outros clássicos da TV Cultura:
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segunda-feira, 24 de junho de 2024

OS FLINTSTONES (1960)

Um marco dos estúdios Hanna-Barbera.

No início dos anos 1960, o estúdio de animação estadunidense Hanna-Barbera, fundado em 1957, já havia se consolidado com suas séries animadas de curta duração para a televisão, como Jambo e Ruivão, Tartaruga Touché, Dom Pixote, Pepe Legal, entre outros. Agora chegava o momento de produzir uma série animada aos moldes dos sitcoms da época, trazendo situações hilárias vividas por uma típica família americana. O grande diferencial, é que esta família viveria na "idade da pedra", mas como se estivesse na década de 60, já que a cidade, os automóveis e objetos seriam semelhantes a sua respectiva década de produção, mas tudo feito à partir de pedras, troncos e funcionando através do trabalho de animais, no caso, os dinossauros. Assim nascia: Os Flintstones (The Flintstones).

O desenho seria a primeira série em animação a ter episódios completos com 30 minutos de duração e exibido em horário nobre. A princípio, Os Flintstones seria um desenho voltado ao público adulto, o que era algo bastante incomum até então. Tanto que uma empresa fabricante de cigarros pediu que os personagens aparecessem em suas propagandas. Com o tempo, ao notar a identificação do público infantil com a série, tal prática foi abandonada e Os Flinstones passou a ser considerado um desenho para toda a família.

A criação dos cartunistas William Hanna e Joseph Barbera, à princípio seria chamada como "Os Gladstones", mas logo o título foi alterado para Os Flintstones. A venda de produtos estampados com os personagens foi bastante alta, tornando o desenho em uma das franquias mais rentáveis do estúdio Hanna-Barbera.

Fred e Wilma.
 

A trama girava em torno da família Flintstone, formada pelo casal Fred e Wilma. Tinham um simpático dinossauro, chamado Dino, como mascote. Seus melhores amigos eram seus vizinhos, os Rubble, cuja família era formada pelo casal Barney e Betty. Seu animal de estimação era um cangurú.

Fred era um sujeito trabalhador, mas um tanto atrapalhado. Sempre se metia nas mais variadas confusões, envolvendo seu melhor amigo Barney, um sujeito de baixa estatura mas de grande coração, sempre tentando aconselhar Fred a não se meter em enrascadas. Porém, por sua ingenuidade, acabava se envolvendo nos problemas do vizinho. A dupla era conhecida por alguns bordões, como o grito: "Yabba Dabba Doo" de Fred quando estava feliz e a frase: "Ei, Fred" de Barney quando queria lhe advertir sobre algum problema.

Wilma e Betty eram amigas inseparáveis, sempre conversando pelo muro de divisa em seus respectivos quintais. Estavam sempre unidas para descobrir os segredos de Fred e Barney, quando aprontavam algo ou saiam escondidos para jogar boliche.

O icônico carro dos Flintstones.

Fred e Barney trabalhavam na pedreira do rabugento Senhor Pedregulho e ganhavam seu salário em "lascas", a moeda corrente no tempo fictício do desenho. Fred operava um guindaste, que na verdade era montado acima de um grande dinossauro.

No decorrer da série, sugem novos personagens, como uma família de vizinhos monstruosos, chamada Frankenstones. Um pequeno alienígena de cor verde que tentava ajudar Fred sem sucesso, chamado Grande Gazoo. Finalmente, a filha do casal Flintstone, Pedrita, nascida na terceira temporada, assim como a adoção do filho dos Rubble, Bam-Bam.

Uma característica engraçada e interessante é o fato de os animais que serviam como ferramentas e trabalhavam no funcionamento dos objetos, sempre quebrarem a quarta parede para reclamar de suas funções.

A série foi apresentada originalmente pela rede ABC entre 30 de setembro de 1966 e 1 de abril de 1966, com um total de 166 episódios, divididos em 6 temporadas. Foi o desenho animado com maior número de episódios até o ano de 1997, quando foi superado pela série Os Simpsons.

Cartaz do filme live action de 1994.
 

Ganhou alguns longa-metragens animados entre os anos 60 e 90, sendo o primeiro deles intitulado Um Homem Chamado Flintstone, de 1966. Outras séries spin off também foram criadas, como Pedrita e Bam-Bam, de 1971, e Os Flintstones Kids, de 1986. Ainda dois filmes live action baseados na série foram produzidos em 1994 e 2000.

Estreou na televisão brasileira ainda no início dos anos 60, pela TV Tupi, passando no decorrer das décadas seguintes pela TV Excelsior, TV Record, Globo, SBT, Rede Brasil e ISTV. Nos anos 1990 e 2000 foi apresentado pelos canais pagos Cartoon Network, Boomerang e Tooncast

No início dos anos 2000, foi lançado por completo em 6 boxes de DVD pela Warner com a dublagem original. Atualmente, está disponível para os assinantes do serviço de streaming Max.

A dublagem nacional ficou à cargo do estúdio paulista  Gravassom/AIC, contando com as vozes de Marthus Mathias (1ª voz) e Alceu Silveira (2ª voz) como Fred. Rogério Marcico (1ª voz), Waldir Guedes (2ª voz) e Neville George (3ª voz) como Barney. Helena Samara como Wilma. Nícia Soares (1ª voz), Laura Cardoso (2ª voz) e Aliomar de Matos (3ª voz) como Betty. Cristina Camargo como Pedrita. Older Cazarré (1ª voz) e Maria Inês (2ª voz) como Bam-Bam. Finalmente, Amaury Costa como Dino. 

Dino, Wilma, Pedrita, Fred, Barney, Betty e Bam-Bam.

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quarta-feira, 1 de maio de 2024

POLE POSITION (1984)

 

Em 1982, foi lançado um jogo de videogame com temática automobilística para o console Atari e, posteriormente, para arcade, com o título Pole Position. O jogo produzido pela desenvolvedora japonesa Namco fez grande sucesso, sendo considerado um clássico entre os amantes de videogames até os dias de hoje. Na onda deste sucesso, foi planejada uma série animada de mesmo nome para alavancar a franquia.

A produção do desenho ficou à cargo do estúdio DiC Enterprises, sendo desenvolvida pelo francês Jean Chalopin. Este já havia trabalhado com outras animações de sucesso, como Inspetor Bugiganga, Ulisses 31 e Nossa Turma. Assim, a série franco-americana foi exibida na rede CBS entre 15 de setembro e 8 de dezembro de 1984, rendendo apenas uma temporada com um total de 13 episódios.

Pole Position apresentava algumas diferenças de seu jogo homônimo, já que seria necessária a inserção de personagens não existentes no videogame, além de outras adaptações que atraíssem o público infantil. O resultado foi um desenho divertido, com personagens cativantes e roteiros que lembravam os filmes e séries de espionagem dos anos 80.

Daisy, Tess, Faísca e Dan.

A trama apresentava os irmãos Darret, sendo Dan, Tess e a caçula Daisy combatendo o crime, através de uma organização denominada Força Secreta, liderada por seu tio, Dr. Zachary Darret. Paralelamente às missões passadas pelo tio, o trio de irmãos também tentava encontrar seus pais que haviam desaparecido misteriosamente há algum tempo. Quando não estavam investigando, seguiam trabalhando no negócio da família, com shows de acrobacias de veículos.

Os carros da equipe, que também eram usados nas missões secretas, possuiam inteligência artificial, sendo módulos conectados aos painéis dos veículos. Seus nomes eram Rodão (Roadie, no original) e Wheels. Ambos eram também a parte cômica da série, pois sempre estavam discutindo ou fazendo piadas entre si. Possuiam avançados equipamentos, como planadores e esquis aquáticos.

Durante o trabalho, a pequena Daisy estava sempre querendo brincar com os módulos falantes, assim como com seu mascote Faísca (Kuma), que parecia um gato com manias de macaco. Dan e Tess eram habilidosos investigadores e recebiam as missões, passadas pelo Dr. Zachary, através de um monitor de uma sala localizada em seu caminhão de transporte dos veículos.

Wheels e Rodão.

Os episódios eram recheados de ação e aventura, agradando não somente às crianças, mas também o público adulto. Sua trilha sonora era muito marcante, sobretudo o inesquecível tema de abertura e encerramento.

Embora a série fosse muito bem trabalhada, ainda era um produto dependente do mercado de videogames, que estava em crise durante sua produção. Mesmo que pouco tempo depois a Nintendo reascendesse o mercado, Pole Positon acabou sendo cancelado após uma única temporada de 13 episódios por se tratar de uma série feita para alavancar o principal produto da franquia, o videogame.

A série animada chegou ao Brasil na segunda metade da década de 1980 pela TVS (atual SBT), sendo exibida em vários programas infantis da emissora até o início da década de 90. Em 2004, teve um breve retorno no programa Sábado Animado, que infelizmente durou poucas semanas. Nunca foi lançado em fitas VHS ou DVD, nem mesmo disponibilizado em serviços de streaming no país.

A dublagem ficou à cargo do estúdio carioca Herbert Richers, contando com as vozes de Armando Braga como Dan, Ângela Bonatti como Tess, Guilene Conte como Daisy, Francisco José como Wheels, Márcio Simões como Rodão e Dario Lourenço como Dr. Zachary Darret.

Leia também:

TURBO MAN (1984)

THUNDERCATS (1985)

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terça-feira, 5 de dezembro de 2023

MEDABOTS (1999)

Um clássico animê repleto de ação e aventura, protagonizado por simpáticos robôs de combate!

No início dos anos 2000, uma grande leva de animês com temática de batalhas entre monstros e disputas de jogos, tendo crianças como protagonistas, tomou conta da televisão brasileira. O sucesso iniciado com as séries Pokémon e Digimon logo trouxe outros títulos, como Monster Rancher, Beyblade e Yu-Gi-Oh. Dentre estes, estava um animê diferenciado, pois não apresentava duelos com monstros, cartas ou piões. Desta vez as batalhas eram entre pequenos robôs que davam título à série, Medabots.

Baseado no jogo para Game Boy, Medarot (originalmente "Medarotto"), lançado em 1997, o animê foi produzido pelo estúdio Bee Train. A exibição na televisão japonesa ocorreu entre 2 de julho de 1999 e 30 de junho de 2000 pela TV Tokyo, totalizando 52 episódios. Uma sequência, intitulada Medabots Spirits (Medarot Damashii) foi exibida entre 7 de julho de 2000 e 30 de março de 2001, com um total de 39 episódios.

Durante a exibição da série original, a franquia ganhou também uma versão em mangá. Publicado na revista Comic Bom Bom, da editora Kodansha, entre 6 de julho de 1999 e 6 de junho de 2000. O sucesso da franquia ainda lhe rendeu outros jogos de videogames, sendo lançados para consoles como Game Boy Advance, GameCube e Nintendo DS.

Medabots para Game Boy Advance.

A distribuição ocidental da série ficou à cargo da empresa canadense Nelvana, que fez alterações em nomes de personagens e adaptou novos temas para abertura e encerramento dos episódios.

A trama se passa no ano de 2122, quando os robôs denominados Medabots serviam à humanidade, desenvolvendo os mais variados tipos de tarefas. Porém, entre as crianças, a função favorita para os robôs era a disputa de Cyberlutas. O protagonista da série era o garoto de 10 anos, Ikki Tenryou, sendo o único aluno de seu colégio a não possuir um Medabot, apesar de sempre pedir para que seus pais lhe dessem um de presente.

Certo dia, ao caminhar perto de um rio, Ikki encontra uma rara medalha. Tal peça era utilizada como a alma dos medabots, contendo suas habilidades e características. Esta medalha havia sido perdida pelo misterioso Fantasma Renegado. Mesmo sem um Medabot, o garoto guarda a medalha com muito cuidado.

Ikki já havia tentado comprar um Medabot na loja em que trabalhava o jovem Henry. Porém, o único exemplar que poderia comprar com suas economias era um antigo modelo KBT, que estava no estoque da loja há muito tempo por ser ultrapassado. Assim, o garoto prefere esperar para adquirir um modelo mais recente. Até que sua melhor amiga, Erika, a fotógrafa do jornal do colégio, se encontra em apuros com a terrível Gangue dos Roqueiros, fazendo com que ele tenha que reconsiderar e adquirir o velho Medabot para assim salvar a garota. Erika era a dona do Medabot Brass.

Henry, Metabee e Ikki.

A princípio, Ikki tem problemas com a personalidade forte de seu novo Medabot, a quem chamou como Metabee. O robô era muito teimoso e não queria obedecer às ordens de seu dono, devido as características contidas em sua rara medalha, que também lhe conferia uma Medaforça extraordinária. Com o passar do tempo as coisas começam a mudar, e a amizade entre garoto e seu robô começa a ganhar novos rumos, abrindo caminho para que Ikki se torne um grande medalutador e ambos participem do esperado Torneio Mundial de Cyberlutas.

Entre os personagens ainda se destacam Koji, um grande medalutador e rival de Ikki. A garota rica, Karen, por quem Ikki é apaixonado. O trio Samantha, Spyke e Sloan, conhecido como a Gangue dos Malucos. O irritante garoto Rintaro, que está sempre seguindo Ikki e Metabee. Dr. Aki, presidente da Corporação Medabot. O hilário Sr. Juiz, árbitro das cyberlutas que sempre surge dos lugares mais inesperados. Ainda os principais vilões da série, conhecidos como a Gangue dos Robôs de Borracha, liderada pelo Dr. Meda-Malvado, que está sempre em busca de medalhas raras.

No decorrer dos episódios surgem vários mistérios e revelações sobre o passado dos Medabots, que tinham ligação com a antiga civilização dos Medalorians. Algumas passagens marcantes envolvem o surgimento do Medalutador Espacial X e os temidos 10 dias de escuridão.

Mesmo sendo uma série contemporânea à Pokémon e Digimon, Medabots possui um estilo de animação que remete à animês mais antigos. Seus traços, longe de depreciar a produção, tornam a animação ainda mais simpática e interessante, apresentando um estilo próprio.

Erika, Ikki, Samantha e Koji com seus respectivos medabots.

A série estreou no Brasil em 19 de novembro de 2001 pelo extinto canal pago Fox Kids. A exibição ocorria no bloco Invasão Anime ao lado de vários outros títulos nipônicos. No ano seguinte chegou à TV aberta, pela Globo, estreando em 22 de abril no programa infantil TV Globinho com muito sucesso. Posteriormente, foi exibida também pelo extinto canal Jetix, que substituiu a Fox Kids em 2004. Consta que a série Medabots Spirits nunca foi exibida na TV aberta.

A dublagem ficou à cargo do estúdio paulista Mastersound. Contou com as vozes de Diego Marques como Ikki, Wendel Bezerra como Metabbe, Melissa Garcia como Erika, Silvia Suzy como Brass, Fábio Lucindo como Koji, Márcio Araújo como Henry, Gabriel Noya como Rintaro, Carlos Silveira como Sr. Juiz, Tatá Guarnieri como Fantasma Renegado, Luiz Laffey como Medalutador Espacial X, Walter Breda como Dr. Aki e Luiz Carlos de Moraes como Dr. Meda-Malvado. A narração ficou à cargo de Júlio Franco. O tema de abertura foi cantado por Nil Bernardes.

Vários produtos foram lançados no país, como bonecos, figurinhas (no chiclete Ping Pong Ploc), revistas de atividades, mangá (pela Editora Abril), fitas VHS e DVDs com os quatro primeiros episódios.







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segunda-feira, 23 de outubro de 2023

AS AVENTURAS DE TINTIN


Tintin, o repórter belga mais famoso dos quadrinhos e desenhos animados!

Na década de 1990, estreou no Brasil, pela TV Cultura, um desenho animado inovador, trazendo tramas detetivescas e personagens cativantes que chamou a atenção de crianças e adultos. A série animada As Aventuras de Tintin (originalmente em francês "Les aventures de Tintin") é tida por muitos, até os dias de hoje, como uma das animações mais bem elaboradas de todos os tempos.

O personagem principal, Tintin, era um repórter investigativo. Criado pelo cartunista belga George Prosper Remi, mais conhecido como Hergé, surgiu inicialmente nas histórias em quadrinhos, tendo sua estreia em 10 de janeiro de 1929 no jornal Vingtième Siècle.

O traço expressivo e detalhado de Hergé, assim como as tramas envolventes e misteriosas das histórias, tornaram o personagem conhecido e admirado em toda a Europa. O talento do desenhista lhe rendeu a fama de "Walt Disney Europeu". Entre as criações de Hergé estão personagens como Les Aventures de Jo, Zette et Jocke e Quick et Flupke ("Quim e Filipe" no Brasil).

Hergé (1907-1983)

A série As Aventuras de Tintin era publicada em semanários, sendo posteriormente reunida em livros, formando uma coleção de 23 volumes completos. Alguns projetos ficaram inacabados, a exemplo da última história, Un jour d'hiver, dans un aéroport, já que Hergé veio a falecer em 1983. Os demais títulos inacabados são La piste indienne (1958), Nestor et la justice (1958), Les pilules (1960) e Tintin et le Thermozéro (1960). No decorrer dos anos, as histórias foram adaptadas para filmes, peças de teatro e desenhos animados.

O primeiro álbum publicado em 1930 foi Tintin no País dos Sovietes. Dentre outros títulos famosos estão O Caranguejo das Pinças de OuroO Cetro de Ottokar, Rumo à Lua, O Caso Girassol, As Jóias da Castafiore, Tintin e os Pícaros, Tintin no Tibete e O Lótus Azul. Este último foi considerado a primeira obra-prima de Hergé.

Álbuns lançados no Brasil pela Companhia das Letras.

No Brasil, os álbuns foram publicados por várias editoras no decorrer dos anos. Dentre elas estão Record, Globo e, recentemente, Companhia das Letras.

Os títulos adaptados para filmes animados foram O Caso Girassol, de 1964. O Templo do Sol e Os Prisioneiros do Sol, ambos produzidos em 1969. Ainda, Tintin e o Lago dos Tubarões, de 1972. Também houveram filmes live action, como Tintin e o Mistério do Tosão de Ouro (1961) e Tintin e as Laranjas Azuis (1964). Em 2011, ganhou sua primeira adaptação cinematográfica em animação gráfica, intitulado As Aventuras de Tintim, baseado no álbum O Segredo do Licorne.

Capitão Haddock e Tintin no live action Tintin e o Mistério do Tosão de Ouro

Mas, sem dúvida, a produção que mais popularizou o personagem nas últimas décadas, sobretudo no Brasil, foi o desenho animado produzido na década de 1990. A série animada franco-belga, intitulada As Aventuras de Tintin, teve um total de 39 episódios, divididos em três temporadas. Exibidos originalmente pelos canais France 3 (França) e Global TV (Canadá) entre 1991 e 1992. Vários álbuns foram adaptados, rigorosamente, nos episódios de 30 minutos. Cada história era apresentada em episódios de uma à quatro partes.

A produção ficou à cargo dos estúdios Ellipse Animation (França) e Nelvana (Canadá), sob supervisão da Hergé Foundation. Contou com direção de Stéphane Bernascon. Roteiros de Toby Mullally, Eric Rondeaux, Martin Brossolet, Alex Boon, Dennise Fordham e Amelie Aubert. Finalmente, consultoria do especialista em Hergé, Philippe Goddin.

Os episódios apresentavam as aventuras e casos jornalísticos de Tintin. Um destemido repórter belga, sempre acompanhado por seu cão de estimação, da raça Fox Terrier, Milu. O rapaz sempre se envolvia em casos misteriosos e não desistia de buscar pistas para solucioná-los. Em vários casos, contava com a ajuda de seus amigos Capitão Archibald Haddock, um mau humorado ex-capitão de navio. Professor Trifólio Girassol, um cientista bilhante, mas com grave problema de audição. Finalmente, os idênticos e atrapalhados detetives Dupond e Dupont. Por vezes também apareciam a cantora lírica Bianca Castafiore, o mordomo Nestor, o vendedor de seguros Serafim Lampião, entre outros personagens.

Entre os vilões mais lembrados da série, estavam os terríveis criminosos J.W. Müller, um cruel médico alemão. Roberto Rastapopoulos, um crimonoso de fama internacional. Finalmente, Alan, ex-imediato no navio de Haddock que se revelou um traidor.

Cena da icônica saga Rumo à Lua.

Entre os episódios mais lembrados estão O Caranguejo das Tenazes de Ouro, nada menos que a estreia da série, onde Tintin conhece o Capitão Haddock. O Tesouro de Rackham, o Terrível, onde Tintin conhece o Professor Girassol e Haddock herda o Castelo de Moulinsart. O Lótus Azul, baseado em um dos mais aclamados álbuns de Hergé. Finalmente, a icônica saga Rumo à Lua, onde Tintin faz uma fantástica viagem espacial.

Hergé (à esquerda) como figurante na série animada.

Um fato curioso na série é a aparição do autor, Hergé, como figurante nos episódios. Em muitas cenas em que haviam multidões, era possível ver um personegem de cabelos loiros, com as feições do mesmo, como uma homenagem dos produtores ao autor da obra.

A série estreou no Brasil em 1994, pela TV Cultura, com grande sucesso, ganhando várias reprises nas décadas posteriores. Ainda foi exibido outras emissoras como Canal Futura Cartoon Network. Também passou pelos serviços de streaming Netflix e Brasil Paralelo. Foi lançada por completo em box de DVDs pela distribuidora LogOn e ainda em versões com episódios avulsos pela Vídeo Brinquedo. Os filmes animados foram lançados pela Playarte.

A dublagem da série ficou à cargo do extinto estúdio carioca Herbert Richers. Contou com as vozes de Oberdan Júnior como Tintin, Isaac Bardavid como Capitão Haddock, Orlando Drummond como Professor Girassol, Darcy Pedrosa como Dupont, Márcio Simões como Dupond e Geisa Vidal como Castafiore.

No serviço de streaming Netflix, a série foi disponibilizada com uma redublagem realizada em Miami pelo estúdio The Kitchen Inc., contando com as vozes de Sean Andrew Stanley como Tintin, Marcello Silva como Capitão Haddock, Roberto Lobo como Professor Girassol, Alexandre Correia como Dupont, Roberto Colla como Dupond e Edna Mayo como Castafiore.

Tintin (ao centro) e seus amigos.

* O autor desta matéria preferiu utilizar a grafia original do nome "Tintin" no lugar da grafia adotada em alguns lançamentos no Brasil, "Tintim".




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segunda-feira, 28 de agosto de 2023

JERRY LEWIS - DESENHO ANIMADO (1970)

Will The Real Jerry Lewis Please Sit Down / Filmation (1970)

Um dos maiores nomes do cinema humorístico de todos os tempos, sem sombra de dúvida, é Jerry Lewis. O astro estadunidense começou sua carreira artística ainda criança, tendo feito ao longo dos anos apresentações radiofônicas, teatrais, televisivas e cinematográficas. Ganhou maior destaque no final da década de 1940, quando passou a atuar em filmes de humor ao lado do ator e cantor Dean Martin. Ao final da década de 1950, passou a estrelar filmes solo, mostrando todo o seu talento como ator, roteirista, diretor, cantor e dançarino. É considerado um dos maiores gênios da comédia, tendo grande número de admiradores em países como França e Brasil.

 

Jerry Lewis (1926-2017)
 

Além de ser um um artista completo, Lewis ainda inovou a autodireção em filmes, criando um assistente de vídeo que permitia ver sua atuação, assim como dos demais atores, em tempo real através de um monitor. Este recurso é usado na indústria cinematográfica até os dias de hoje.

Como resultado de tamanho talento e grande sucesso entre os anos 40 e 60, ganhou uma série animada própria, produzida pelo estúdio Filmation, no ano de 1970. Nesta época, vários artistas de sucesso passaram a ganhar séries animadas, como O Gordo e o Magro, Os Três Patetas, The Beatles, Jackson Five, entre outros.

Curiosamente, Lewis não deu voz à sua versão animada, sendo esta feita por David Lander. A única contribuição do astro para sua série animada foi com alguns roteiros. A produção ficou à cargo de Lou Scheimer e Norm Prescott. Os traços e personalidade do protagonista, assim como o tipo de humor pastelão, foram bastante fieis ao que se via nos filmes do ator.

Jerry Lewis e Sr. Barra Funda

A trama apresentava o atrapalhado Jerry Lewis trabalhando na Agência de Empregos Malucos, de propriedade do rabugento Sr. Barra Funda. Este enviava o rapaz, diariamente, aos mais variados tipos de atividades profissionais, além de estar sempre lhe passando sermões aos gritos. A secretária da empresa era a jovem e serena Ronda, por quem Jerry era apaixonado e tinha grande dificuldade em convidar para ir ao cinema, já que os horários de trabalho e as broncas do chefe sempre dificultavam a situação.

Jerry vivia com seu pai, Professor Lewis, e sua irmã caçula, Geraldine. O Professor vivia de seus inventos, cada um mais maluco que o outro, fazendo com que a casa da família fosse atingida por raios, tempestades, ventanias e coisas do gênero.

Ainda outros personagens recorrentes na série, todos parentes de Lewis, eram o tio detetive Hong Kong Lewis, tio Xaveco, tio Cão do Mar, tio Chicote, tio Ralph e o primo Tonelada. Todos estes tinham a aparência de Jerry Lewis, como se fosse o próprio ator interpretando os personagens ao mesmo tempo, assim como no filme Uma Família Fuleira, escrito, dirigido e protagonizado por Lewis em 1965.

Os vários personagens com a aparência de Jerry Lewis

A série animada foi exibida, originalmente, na televisão americana entre 12 de setembro de 1970 e 2 de setembro de 1972 pela rede ABC, com o título Will The Real Jerry Lewis Please Sit Down. Rendeu apenas uma temporada com um total de 18 episódios.

Estreou no Brasil, ainda na década de 1970, pela extinta TV Tupi. Na segunda metade dos anos 80 passou a ser exibida pela TV Bandeirantes, como atração do programa infantil O Circo da Alegria. No início dos 90, foi exibida pela extinta Rede Manchete, integrando os programas Clube da Criança e Lulu Limpim Clapa Topo. Desde a segunda metade da década de 1990 não foi mais reprisada na televisão, não ganhando nem mesmo lançamento em VHS, DVD e serviços de streaming.

A dublagem nacional ficou à cargo do estúdio carioca Herbert Richers, contando com as vozes de Mário Monjardim como Jerry Lewis, Sr. Barra Funda, Professor Lewis e demais personagens com as feições do ator, Carmen Sheila como Geraldine e Sônia Ferreira como Ronda.





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