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segunda-feira, 3 de março de 2025

MANDA-CHUVA (1961)

Manda-Chuva (Top Cat) /Hanna-Barbera / Warner / Divulgação

Após trazer uma técnica econômica e inovadora de animações curtas para a televisão desde 1957, a dupla de animadores William Hanna e Joseph Barbera, fundadores do estúdio Hanna-Barbera, passaram a investir em séries animadas em formato sitcom (comédia de situação), que assim como nas séries live action, tinham duração de cerca de 30 minutos de duração (contando com os intervalos comerciais). A primeira aposta da dupla foi com a série Os Flintstones em 1960, logo trazendo vários outros títulos, como Os Jetsons, Jonny Quest e o tema dessa matéria: Manda-Chuva (Top Cat).

A série apresentava o dia a dia de uma gangue de gatos de rua, liderados pelo espertalhão chamado Manda-Chuva, um gato de cor amarela e bom de papo, sempre vestindo um colete e chapéu de cor roxa, que sempre tentava levar vantagem para cima dos outros. A gangue ainda contava com Batatinha, Espeto, Bacana, Gênio e Chuchu. Viviam em um beco de Manhattan ("Brasília" na dublagem brasileira), onde se reuniam para planejar golpes, visando ganhar algum dinheiro fácil.

O maior desafio da turma de gatos era driblar o enérgico policial, Guarda Belo, que sempre estava em seu encalço. Uma cena recorrente nos episódios era Manda-Chuva levando uma bela bronca por usar o telefone exclusivo da polícia sem permissão. 

Manda-Chuva sempre tentava tirar vantagem nas mais variadas situações, levando as pessoas através de sua lábia. Porém, no final sempre se dava mal, assim como seus amigos, não muito inteligentes por sinal, que cumpriam à risca tudo que o chefe lhes ordenava.

O gato espertalhão também não aceitava a concorrência de outros gatos que ousassem tentar comandar sua área ou seus subordinados.

Manda-Chuva, Bacana, Batatinha, Gênio, Chuchu e Espeto.

Os roteiros eram simples e funcionais, trazendo situações divertidas e agradavam toda a família, já que este tipo de séries animadas desenvolvidas em formato sitcom visava entreter também o público adulto.

Um fato interessante era ver gatos antropomórficos lidando com seres humanos, sem que estes estranhasem a situação. Algo típico dos desenhos animados de uma época em que o público não pedia explicação para tudo, mas apenas queria se divertir com boas histórias.

Foi exibido originalmente entre 27 de setembro de 1961 e 18 de abril de 1962 pela rede norte-americana ABC, com uma única temporada e um total de 30 episódios.

No Brasil, foi exibido à partir de 1963 pela TV Record, fazendo grande sucesso junto ao público. No decorrer das décadas seguintes passou por várias outras outras emissoras, como Globo, SBT, Rede Brasil, Cartoon Network, Boomerang e Tooncast.

A turma do Manda-Chuva e Guarda Belo.

A dublagem nacional ficou à cargo do estúdio AIC-SP, contando com um elenco de vozes excepcional. Destaque para o protagonista, dublado pelo ator Lima Duarte. A tradução adaotava vários termos para a realidade brasileira, como nomes e cidades e moeda corrente da época, no caso o Cruzeiro, tornando a série ainda mais próxima é atrativa para as crianças do país.

Ganhou lançamento de revistas em quadrinhos pela Editora Abril com 11 edições, sendo publicadas entre 1975 e 1978. Posteriormente, retornou pela mesma editora com mais 30 edições entre 1980 e 1984. Ainda teve uma nova publicação em apenas 4 volumes pela editora Cedibra em 1988.

Teve alguns episódios lançados em fitas VHS no final da década de 1980 pelo selo Hipervídeo. No início dos anos 2000, o desenho foi lançado por completo em um box de DVD's pela Warner Home Video

Ainda ganhou duas adaptações em longa-metragens animados, sendo Manda-Chuva: O Filme em 2011 (2D) e Manda-Chuva: O Início em 2015 (3D).

Atualmente, a série animada está disponível para os assinantes do serviço de streaming Max.

Quadrinhos pela Editora Abril.

Assista um trecho do desenho (créditos: Tv a Lenha e o Viajante do Tempo):

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

BATMAN (1966)

Batman e Robin (1966) / DC Comics / 20th Century Fox / Divulgação

Após o grande sucesso da série As Aventuras do Super-Homem (Adventures of Superman), exibida na televisão estadunidense entre 1952 e 1958, chegava o momento de trazer outro aclamado herói dos quadrinhos para a tela: Batman.

O famoso Homem-Morcego é uma criação do desenhista Bob Kane (1915-1998) e apareceu pela primeira vez nos quadrinhos na edição nº 27 da revista Detective Comics em maio de 1939, tendo seu nome grafado inicialmente como "Bat-Man". Na década seguinte, o herói ganhou suas primeiras adaptações em live action, sendo duas séries para cinema compostas por 15 episódios, gravadas em 1943 e 1949, respectivamente.

Na primeira metade da década de 1960, o produtor William Dozier trouxe à emissora americana ABC o projeto de uma série televisiva estrelada por Batman. A emissora viu uma grande chance de atrair a atenção do público, especialmente o jovem, deixando a produção nas mãos de Dozier e Howie Horwitz, ambos admiradores de histórias em quadrinhos. O estúdio responsável pela série foi a 20th Century Fox.

Burt Ward e Adam West durante as gravações

Chegava o momento de escolher o elenco para a produção, que contaria com nomes consagrados da televisão e do cinema. Para dar vida a Batman, foi pensado inicialmente em Ty Hardin, astro da série de faroeste, Bronco. Fizeram também alguns testes com Lyle Waggoner, que na década de 1970 viria a viver o papel de Steve Trevor na série Mulher Maravilha, sendo que este quase ficou com o papel. Até que o agente de Adam West, apresentou algumas de suas fotos aos produtores. O ator já havia estrelado alguns filmes, como Alexandre, o Grande (1963), assim como feito participações em séries de sucesso, como A Feiticeira (1964), e gravado comerciais pata a TV. Assim, seu nome foi o escolhido.

Para intepretar Robin, o parceiro de combate do herói, foi escolhido um ator iniciante que, até então, trabalhava no ramo imobiliário. Seu nome era Bert John Gervis Jr. Foi escolhido devido a sua grande semelhança com o personagem nos quadrinhos, passando a ser creditado como Burt Ward.

Outros nomes de peso foram escolhidos para viver os demais personagens, como Alan Napier no papel do mordomo Alfred, Neil Hamilton como Comissário Gordon, Stafford Repp como Chefe O'Hara e Madge Blake como Tia Harriet Cooper. 

Os vilões, apresentados semanalmente, também eram interpretados por astros de ponta, como Cesar Romero no papel do Coringa, Burgess Meredith como Pinguim, Julie Newmar como Mulher Gato e Frank Gorshin como Charada. Posteriormente, houveram algumas substituições por conta da agenda de alguns atores. No último ano da série, houve a inserção da aliada dos heróis, Batgirl, interpretada por Yvonne Craig.

Mulher Gato (nesta foto intepretada por Lee Meriwether para o filme), Charada, Pinguim e Coringa
 

Vários artistas da época queriam participar dos episódios, sendo que criaram a famosa cena de Batman e Robin escalando paredes de edifícios para que estes pudessem fazer pequenas pontas, falando rapidamente com os heróis pela janela.

Mas nem só de grandes personagens viveria a série, mas também de fabulosos cenários como a Mansão Wayne, a Batcaverna e o Departamento de Polícia de Gotham City. Todos muito bem construídos. 

Outro elemento icônico da produção foi o Batmovel, nada menos que o super equipado veículo dos heróis, encomendado junto ao famoso designer George Barris (1925-2015), responsável pelos veículos das séries O Besouro Verde, Os Monkees, A Super Máquina e do clássico filme O Calhambeque Mágico.

Inicialmente, a estréia estava prevista para setembro de 1966, mas o projeto foi apressado, colocando a primeira temporada no ar ainda em janeiro do mesmo ano. A estratégia inicial era exibir o longa-metragem Batman - O Homem Morcego (Batman: The Movie) nos cinemas, deixando o gancho para iniciar a série na televisão. Como a exibição foi adiantada para janeiro, o filme acabou indo para o cinema no intervalo entre a primeira e a segunda temporada da produção.

Os episódios tinham início com a apresentação do vilão da semana, a Polícia de Gotham chamando os heróis pelo Batphone e a dupla Bruce e Dick correndo em direção à Batcaverna. Em seguida, era executado o inesquecível tema de abertura, composto por Neal Hefti, acompanhado por uma simpática animação da Dupla Dinâmica combatendo vários criminosos

O icônico Batmovel

A trama apresentava o milionário Bruce Wayne e seu jovem pupilo Dick Grayson lutando secretamente contra os excêntricos criminosos de Gotham City. Suas identidades secretas eram conhecidas apenas por seu mordomo, Alfred. Este atendia os chamados de socorro pela Batphone, a linha secreta da polícia com a Batcaverna. Ao receberem o chamado, Bruce e Dick logo dirigem-se à sua tecnologica base secreta subterrânea, onde juntos desvendam as pistas dos casos, sob as identidades de Batman e Robin, o Menino Prodígio. Da Batcaverna dirigem-se ao Departamento de Polícia de Gotham City em seu Batmóvel

Na terceira, e última, temporada, a Dupla Dinâmica passou a contar também com a ajuda da Batgirl, a identidade secreta de Barbara Gordon, filha do famoso Comissário Gordon.

A cada semana, o público acompanhava as tramas dos excêntricos criminosos de Gotham City, sendo o Coringa, o Pinguim, a Mulher Gato e o Charada, os mais conhecidos e frequentes na saga. Ainda, na vasta galeria de vilões, haviam o Sr. Frio, Rei Tut, Chapeleiro Louco, Cabeça de OvoMãe ParkerTraça, Face Falsa, entre outros.

Os episódios eram divididos em duas partes, sendo que a primeira sempre terminava com os heróis presos em alguma armadilha dos vilões, onde o narrador convidava o público a conferir o que aconteceria com a dupla no próximo episódio, na mesma "bat-hora" e no mesmo "bat-canal".

Entre os momentos mais lembrados dos episódios estavam as lutas, onde Batman e Robin golpeavam seus inimigos ao som e imagens de onomatopeias, assim como nos quadrinhos, o que combinava perfeitamente com o clima leve, divertido e familiar da produção.

Alfred, Robin e Batman na Batcaverna
 

A série teve uma audiência expressiva entre a primeira temporada e parte da segunda, quando os índices começaram a cair devido a repetição de situações. Isso levou os produtores a fazerem algumas alterações na condução dos roteiros, ficando ligeiramente mais sóbrios em sua terceira temporada. Além disso, também houve alteração no dia e horário de exibição. Anteriormente nas noites de quarta e quinta-feira, passou para as manhãs de sábado, na tentativa de atrair a atenção do público infantil. Infelizmente, a série acabou sendo cancelada após a terceira temporada, finalizando a produção com um total de 120 episódios, exibidos entre 12 de janeiro de 1966 e 14 de março de 1968.

Existe uma versão sobre o interesse da emissora concorrente, a rede NBC, em assumir a série para a produção da quarta temporada, o que não foi possível, pois os cenários, como a Batcaverna, já haviam sido desmontados e teriam altos custos para remontá-los, fazendo com que o projeto fosse cancelado definitivamente.

O sucesso da série foi tão significativo nas décadas seguintes, que todas as produções, especialmente séries animadas que apresentavam os heróis, contavam com o mesmo estilo visual da versão sessentista. Vide séries como As Aventuras de Batman e Robin, o Garoto Prodógio (1968), Super Amigos (1973) e As Novas Aventuras de Batman (1977). Até que, em 1989, surge a sombria versão cinematográfica de Batman, dirigida por Tim Burton, mudando os rumos de todas as produções posteriores do herói.

Batgirl e Robin
 

No Brasil, a série estreou pela TV Paulista (atual Globo) poucos meses após o início da exibição nos Estados Unidos, algo bastante incomum na época, já que as séries costumavam chegar por aqui cerca de um ou dois anos depois. Era exibida também com dois episódios semanais, assim como em seu país de origem, às terças e quartas-feiras às 20h30. Nas décadas seguintes passou por várias outras emissoras, como TV Tupi, SBT, TV Record, CNT Gazeta, FX, Fox Kids, Rede 21, TCM, Rede Brasil e, atualmente, vem sendo reprisada pela ISTV.

Quanto à dublagem, a primeira temporada ganhou sua versão original no extinto estúdio Odil Fono Brasil, quando a série ainda era exibida em preto e branco. Quando chegaram as novas fitas masters com a versão colorida, mandaram redublar a temporada inicial no estúdio AIC, que também ficou responsável pela segunda temporada. Por essa razão, no primeiro episódio com a dublagem da AIC, o narrador apresenta a série como: "Batman em cores!". Infelizmente, a dublagem da Odil Fono Brasil está perdida, sendo que apenas colecionadores possuem gravações com alguns trechos e/ou episódios. A terceira temporada foi dublada no Rio de Janeiro, pelo estúdio TV Cinesom, alterando todo o elenco de vozes.

Foi lançada em DVD no Brasil em três ocasiões, pelo selo MA Filmes (box com os 30 primeiros episódios) em 2013, pela Warner Home Video (série completa e remasterizada) em 2014 e World Classics (primeira temporada) em 2021. 

 

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

RELEMBRANDO A DOBRADINHA "CDZ" E "DBZ" NA REDE BRASIL

Seiya (CDZ) e Goku (DBZ) / Toei Animation / Divulgação

No ano de 2016, a Rede Brasil de Televisão trouxe uma grande surpresa ao fãs de animês clássicos, ao anunciar as aquisições de dois animês que marcaram gerações entre as décadas de 1990 e 2000: Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z.

Embora as duas produções sejam da década de 1980, apenas nos anos 90 chegaram à televisão brasileira, sendo Os Cavaleiros do Zodíaco em 1994 pela extinta Rede Manchete e Dragon Ball Z em 1999 pela Band e Cartoon Network, embora a primeira série da franquia, Dragon Ball, já tivesse sido exibida pelo SBT em 1996.

Sem sombra de dúvida, estes dois animês foram divisores de águas para que a animação japonesa se tornasse um fenômeno no país. Antes disso, várias outras séries já haviam feito sucesso, como Speed Racer, Fantomas, A Princesa e o Cavaleiro, O Pirata do Espaço, Patrulha Estelar e tantos mais. O grande diferencial destes dois títulos foi o investimento em marketing junto ao público, com lançamentos de bonecos, álbuns de figurinhas, revistas, mangás e vários outros colecionáveis.

Após o sucesso na Manchete, Cavaleiros ainda teve reprises nos anos 2000 em outras emissoras, como Cartoon Network, Band, Rede 21 e PlayTV. Já Dragon Ball Z ganhou maior destaque ao ser exibido nas manhãs da Globo e permaneceu na grande do canal pago Cartoon Network por vários anos. 

Sessão Oriental, o bloco de animês da Rede Brasil.
 

A grande novidade da exibição dos títulos na Rede Brasil foi ter as duas séries exibidas em um mesmo canal, na sequência, remasterizadas em HD e em horário nobre de uma emissora de TV aberta. A aquisição dos desenhos era considerada a maior aposta e o carro-chefe da programação da emissora paulista naquele ano.

Para promover as estreias, a emissora criou um novo programa chamado Sessão Oriental, que contaria com apresentadores e convidados especializados em animês, e dedicou um programa com atrações totalmente voltadas às séries poucos dias antes de irem ao ar. Este especial aconteceu no tradicional programa de entrevistas e debates, chamado Em Revista, apresentado por Evê Sobral. Na ocasião, foram convidados esecialistas no tema, como Marcelo Del Greco (Revista HERÓI, Editora JBC), dubladores e cosplayers caracterizados como os personagens. Até mesmo um vídeo com uma mensagem do presidente da Toei Animation, Endo Masayuki, foi ao ar, falando sobre as séries animadas, tamanho era o glamour e aposta da emissora nos citados títulos.

Assim, em 31 de outubro de 2016, estreia o programa Sessão Oriental, indo ao ar de segunda à sexta-feira das 20h00 às 21h00, iniciando com Os Cavaleiros do Zodíaco e terminando com Dragon Ball Z. Os índices de audiência da emissora neste horário subiram consideravelmente.

A qualidade de imagem dos animês estava surpreendente e as exibições ocorreram sem cortes, sendo Cavaleiros exibido com sua segunda dublagem e Dragon Ball Z com a dublagem clássica, ambas realizadas no extinto estúdio paulista Álamo.

Propaganda da época.

Após as exibições de 70 episódios de cada série, a emissora decidiu reprisar ambas desde o início, em uma estratégia usada na década de 1990 pela Manchete para tentar segurar a audiência e o interesse nas animações por mais tempo. Até mesmo algumas reprises chegaram a acontecer na faixa matinal durante alguns meses.

No ano de 2018, chega o fim do contrato com a Toei, fazendo com que os aclamados títulos deixassem a grade da Rede Brasil. Cavaleiros teve todos os seus 114 episódios exibidos, enquanto Dragon Ball Z teve 200 de seus 291 episódios exibidos. A última saga deste, denominada Saga de Majin Buu, acabou tendo somente seu primeiro episódio exibido pela emissora.

Atualmente, o programa Sessão Oriental segue sendo exibido com outros títulos clássicos, como Zillion, Samurai Warriors, Shurato e Speed Racer. Mas, com certeza, a fase mais marcante dos animês na emissora foi com os aclamados CDZ  e DBZ. 

 

Abaixo alguns vídeos para recordar as passagens das séries pela Rede Brasil:

 


Chamada de estreia



Programa "Em Revista" especial sobre as estreias



Trechos de estreia da Sessão Oriental

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quinta-feira, 24 de outubro de 2024

TV KIDS: O BLOCO DE ANIMÊS E TOKUSATSU DA REDETV!



 

TV Kids: a última geração nipônica da TV aberta.

Ao se falar em nostalgia quanto à exibições de animês e tokusatsu na televisão brasileira, logo vem à memória de boa parte das pessoas a extinta Rede Manchete, emissora carioca que operou no país entre 1983 e 1999 e ficou marcada por trazer dezenas de produções orientais desde o início de suas atividades. Dentre seus títulos mais famosos estão o tokusatsu O Fantástico Jaspion e o animê Os Cavaleiros do Zodíaco

Após a extinção da citada emissora carioca, surge um novo canal sediado em São Paulo, chamado RedeTV!. Há que se destacar que houve um período de transição entre o final da Manchete e a inauguração da programação oficial da nova emissora durante alguns meses do ano de 1999. Nesta curto período, a emissora foi chamada provisoriamente como "TV!". Durante estes meses, foram exibidas quatro séries nipônicas como herança da programação da Manchete, sendo os animês Shurato e Yu Yu Hakusho e as séries tokusatsu Jiraya e Maskman.

O intuito desta matéria é abordar uma fase posterior da emissora, já estabelecida e com cara própria, exibindo seus próprios produtos orientais como parte de sua grade infanto-juvenil. Assim, partimos para o ano de 2006, quando foi anunciada a estreia do programa TV Kids para o dia 5 de junho. A atração seria dedicada totalmente à exibição de animações japonesas, sendo seus primeiros títulos: Super Campeões e Fullmetal Alchemist. As exibições ocorriam de segunda à sexta-feira aos finais de tarde.

Tal programa chegou à grade da RedeTV! graças a uma parceria feita com a distribuidora Swen Entretenimentos, a representante da Televix no Brasil. O intuito da empresa era deixar as séries em evidência na televisão, pois visava comercializar os títulos no mercado de home video. Logo os animês sairiam em boxes de DVDs pela distribuidora Focus Filmes.

Super Campeões, a nova saga de um velho conhecido da TV Manchete.

Curiosamente, a franquia Super Campeões ("Captain Tsubasa" no Japão) já era conhecida do público brasileiro por ter sido exibida entre 1997 e 1998 pela extinta Manchete. A diferença é que a série exibida pela emissora carioca era a saga produzida em 1994 com o título Captain Tsubasa J, enquanto a RedeTV! exibiria o remake produzido em 2001 que também cobria novos fatos da carreira futebolística do protagonista Oliver Tsubasa (Tsubasa Ozora), intitulado Captain Tsubasa Road to 2002. Ambas foram chamadas apenas como "Super Campeões" no Brasil.

Por outro lado, a exibição de Fullmetal Alchemist no programa voltado principalmente ao público infantil trouxe um misto de alegria e desconfiança, já que a série possui um nível de violência elevado. Para não ter problemas devido ao horário, a solução foi exibir a saga dos irmãos Edward e Alphonse com cortes nas cenas mais pesadas. O título fez grande sucesso no Japão, tanto em mangá quanto em animê. Sua publicação original ocorreu em 2001, ganhando versão animada em 2003.


Fullmetal Alchemist, a famosa saga dos irmãos Elric na TV aberta.

O programa foi destaque na emissora, alcançando média de 5 pontos de audiência, resultando na chegada de dois novos títulos: Hunter x Hunter Viewtiful Joe.

Assim como Fulmetal Alchemist, Hunter x Hunter é uma das obras de maior sucesso no Japão, criada pelo mangaká Yoshihiro Togashi (também autor de "Yu Yu Hakusho"), publicada em mangá desde 1998 e tendo sua série animada produzida em 1999. Apresenta a saga do garoto Gon partindo em busca de tornar-se um grande caçador, assim como seu pai. O animê foi exibido com alguns cortes e ganhou uma versão nacional para o tema de abertura na voz do cantor Ricardo Cruz. Curiosamente, nos DVDs nacionais não utilizaram a versão cantada, deixando apenas o instrumental da abertura.

Viewtiful Joe é uma série baseada no videogame homônimo, produzida em 2004. A saga apresenta o jovem Joe, fã do personagem Capitão Blue, tornando um super-herói após ter sua namorada, Silvia, raptada pelo líder da força maligna Jadow durante uma sessão de cinema. Chamou a atenção por seu visual peculiar, com personagens pequenos e traços levemente cartunescos.

Hunter x Hunter e Viewtiful Joe, dois sucessos do TV Kids.

Infelizmente, o programa foi cancelado em 2007 após o fim da parceria da emissora com a distribuidora, culminando em vários lançamentos dos animês de forma incompleta em DVD.

Em 2008, o programa voltaria de forma despretensiosa e, ao mesmo tempo, surpreendente. O fato ocorreu após a emissora adquirir os 35 primeiros episódios da primeira temporada do animê de grande sucesso Pokémon. O intuito era usar a série apenas como um tapa-buraco na grade vespertina. Rapidamente, os índices de audiência começaram a subir, levando a emissora a comprar várias outras temporadas da série e reativar o programa TV Kids.

Nesta fase também foram exibidos desenhos ocidentais, como Chaotic. Porém, a grande surpresa estava reservada para abril de 2009, quando ocorreu a estréia da inédita série tokusatsu Ryukendo. O título havia sido adquirido no ano anterior, junto à distribuidora Swen-Televix, sendo uma grande surpresa aos fãs do gênero que estava fora da TV aberta brasileira desde a estreia de Ultraman Tiga pela TV Record no ano 2000.

Ryukendo, o último tokusatsu inédito na TV.

Ryukendo foi uma produção da fabricante de brinquedos Takara Tomy em parceria com a produtora We’Ve Inc, exibida originalmente na televisão japonesa entre 8 de janeiro e 31 de dezembro de 2006 pela TV Aichi. Apresentava o jovem policial Kenji Narukami que ganha super poderes para enfrentar a maligna organização Yamanga que ameaça a pequena cidade de Akebono. Assim torna-se o guerreiro Ryukendo, aliado da organização secreta S.H.O.T. (Shoot Hell Obduracy Troopers).

Ainda em 2009, ganhou novas atrações, como o live action TWF, o animê Dinossauro Rei e novas temporadas de Pokémon. Mas as grandes novidades foram a inserção da apresentadora Samille Araujo e o patrocínio do refrigerante Dolly.

Durante os anos de exibição, o TV Kids teve algumas alterações em seu logo e tema de abertura.

Dinossauro Rei é um animê produzido pela Sunrise entre 2007 e 2008, baseado no videogame homônimo lançado para consoles da Sega em 2005. A trama apresenta o garoto Max Teylor, grande admirador de dinossauros. Um dia presencia a queda de um meteoro, contendo 3 pedras elementares que poderiam ressuscitar os dinossauros. Ao lado de seus amigos Rex e Zoe, descobre os planos da Gangue Alfa, uma organização criminosa que pretende usar os dinossauros para dominar o mundo, passando a lutar para impedir este terrível objetivo. Seu mascote é um pequeno tricerátopo, Gabu. 

Em 2010 chegam novos desenhos para integrar a atração, sendo a animação canadense A Ilha dos Desafios e os animês Digimon 4, Super Onze e Yu-Gi-Oh GX.

Digimon 4 marcou a última leva de animês do TV Kids.

Os três últimos animês chamaram a atenção do público, por se tratarem de títulos consagrados no Japão e também no Brasil. A começar pela franquia Digimon, tendo sua primeira temporada trazida ao país no início dos anos 2000 pela Globo e Fox Kids, a fim de rivalizar com o sucesso de Pokémon, na época exibido pela Record e Cartoon Network. Ter a quarta série da franquia em TV aberta após tantos anos foi um grande presente aos fãs da série. Yu-Gi-Oh GX era uma série de sequência de outra franquia exibida com sucesso no início dos anos 2000. Finalmente, Super Onze era mais um animê voltado à temática esportiva, assim como Super Campeões focado no futebol, mas com o diferecial de seus personagens praticarem o esporte utilizando poderes especiais.

Este período também foi de grande sucesso para o TV Kids. O que o público não esperava é que após as citadas estréias, nenhum novo produto nipônico seria adquirido pela emissora. As últimas novidades foram alguns desenhos ocidentais, como Três Espiãs Demais, Redakai e Johnny Test. A atração seria cancelada definitivamente em 2015, já sem o mesmo apelo de outrora, mas ainda assim deixando boas lembranças a toda uma geração.

Após o fim do TV Kids, algumas emissoras de TV aberta ainda chegaram a exibir animês e tokusatsu, mas na maioria das vezes sendo reprises de clássicos consegrados, como a Rede Brasil ao exibir Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z entre 2016 e 2018 e a Bandeirantes com Jaspion, Changeman, Jiraya e Black Kamen Rider em 2020. Ainda houve o breve período de vida da emissora Loading que mesclou clássicos como O Pequeno Príncipe e títulos mais atuais como Attack on Titan. Mas, sem sombra de dúvida, podemos afirmar que o programa TV Kids marcou a última geração relevante de produções nipônicas na TV aberta.

Samille Araújo apresentando o TV Kids.

Várias séries citadas nesta matéria possuem review no Blog Sushi POP. Leia clicando aqui.
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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

ANIMAIS DO BOSQUE DOS VINTÉNS (1993)

Os animais do bosque, liderados pelo Sr. Raposa

Na década de 1990, a TV Cultura apresentou um desenho animado europeu que chamou a atenção não apenas das crianças, mas também dos adultos, por sua bela animação, trilha sonora, personagens e, especiamente, profundidade de roteiro. A série Animais do Bosque dos Vinténs (The Animals of Farthing Wood) é considerada um dos maiores clássicos exibidos pela emissora paulista em sua fase de ouro na programação infantil.

A trama se inicia quando um grupo de animais se depara com a terrível situação de ver seu lar sendo destruído. As árvores do simpático Bosque dos Vinténs estavam sendo derrubadas, pois no local seria construído um conjunto residencial. Para tentar solucionar o problema, o Sr. Raposa convoca os animais para uma reunião na toca do Texugo. Durante a discussão, o Sapo informa aos demais sobre uma reserva natural, denominada Parque do Cervo Branco, onde todos poderiam viver em paz. Assim resolver partir para este local promissor, jamais imaginando o quão difícil seria chegar ali.

Para iniciar a jornada, o grupo liderado pelo Sr. Raposa faz o Juramento de Proteção Mútua, visando não haver ataques de predadores e colaboração entre os animais durante sua peregrinação. O que eles não esperavam é que a longa viagem lhes reservaria grandes surpresas, muitas vezes desagradáveis e até mesmo fatais.

O casal Raposa e Texugo.
 

Dentre os animais, destacam-se na trama os já citados Senhor e Senhora Raposa, o Sapo e o Texugo. Ainda a Coruja, o Faisão, a Cobra, a Garça e o Coelho.

A primeira fase se encerra com a chegada dos animais ao tão sonhado Parque do Cervo Branco. Na segunda fase conhecemos novos personagens, como o casal de raposas azuis, Cicatriz e Dama Azul. Não demora muito para que os protagonistas tenham um novo percalço, já que os animais que viviam no local passam a considerá-los como uma ameaça, levando em conta de teriam que dividir seu alimento, além de tornarem-se presas fáceis. 

Ainda houve uma terceira fase que, inexplicavelmente, permanece inédita no Brasil, onde os animais passam por novas dificuldades, como humanos jogando substâncias tóxicas no rio e uma invasão de ratos.

O desenho foi criado pela European Broadcasting Union - União Europeia de Radiodifusão (EBU-UER) e produzido em uma parceria dos estúdios Telemagination (Inglaterra) e La Fabrique (França). Foi baseado na série de livros The Animals of Farthing Wood, do autor inglês Colin Dann, publicados entre 1979 e 1994. Sua exibição original ocorreu entre 1993 e 1995 em países europeus, como Reino Unido e Alemanha. Foi finalizado com um total de 39 episódios, divididos em três temporadas.

The Animals of Farthing Wood, o livro em que a série foi baseada

O elemento que mais chama a atenção para esta série infantil é sua grande carga dramática, já que desenhos animados ocidentais nunca foram muito voltados a levar as crianças a verem de forma tão explicita o quanto a vida pode ter momentos dolorosos. Na época, houveram até mesmo pais ligando na emissora exigindo que o desenho não mais fosse exibido no horário vespertino, pois em vários episódios haviam mortes dos animais durante sua jornada de sobrevivência.

O que há de ser entendido é que a série, antes de tentar impressionar os pequenos de forma aparentemente sensacionalista, quer mostrar que a vida é feita de momentos bons e ruins. Até mesmo, o quanto devemos ser responsáveis e cuidar de nossas famílias e amigos. Tais características costumam ser mais presentes em animações orientais, como nos famosos animês (termo usado para animações japonesas). Por tal razão, muitos acabaram não compreendendo a riqueza da obra na época de sua exibição. Atualmente, muitos veem a série animada como um produto que traz grandes lições de vida aos pequenos, exaltando valores, algo que vai muito além da mera nostalgia.

Estreou no Brasil em 6 de dezembro de 1993 pela TV Cultura, sendo reprisado até meados de 1999. A dublagem ficou à cargo do extinto estúdio paulista Alamo. Infelizmente, após este período, não ganhou novas reprises e nem mesmo foi lançado em fitas VHS, DVDs ou serviços de streaming no país. Ainda assim é um dos desenhos mais lembrados pela geração que o acompanhou nos anos 90.

Leia sobre outros clássicos da TV Cultura:
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segunda-feira, 1 de julho de 2024

MULHER MARAVILHA (1975)

Em 7 de novembro de 1975, estreava na televisão estadunidense, pela rede ABC, uma série live action baseada na super-heroína mais famosa dos quadrinhos: Mulher Maravilha (Wonder Woman). A personagem da DC Comics fora criada por William Moulton Marston e teve sua primeira aparição nos quadrinhos em 8 de dezembro de 1941, na revista All Star Comics nº 8.

Para estrelar a nova série, foram cotadas algumas atrizes de renome daquela década, como Farah Fawcett (que viria a estrelar o grande sucesso As Panteras no ano seguinte), Raquel Welch, Joanna Cassidy, Suzanne Sommers e Lindsay Wagner (que estrelaria a série A Mulher Biônica). Porém, desde o início do projeto, o nome favorito era o da Miss Mundo, Lynda Carter. Embora o estúdio não quisesse escalar alguém sem experiência em interpretação, a insistência dos produtores e a semelhança de Carter com a personagem, fizeram com que ela ganhasse o papel.

Assim, foi produzido o episódio piloto, como um telefilme com cerca de duas horas de duração, contando a origem da super-heroína de forma bastante fiel aos quadrinhos. A primeira temporada durou apenas 15 episódios, pois a fidelidade às histórias originais tornavam os custos de produção bastante altos. Isto porque a trama se passava na década de 1940. Assim, a rede ABC cancelou a série após a primeira temporada.

Mesmo após os percalços, a série ressurgiu em 1977, quando a rede CBS assumiu a produção para a gravação de uma segunda temporada, agora com o título: As Novas Aventuras da Mulher Maravilha. No mesmo ano, a emissora ainda exibiria outras duas séries de super-heróis, sendo O Incrível Hulk e Homem-Aranha

A solução para cortar gastos com a nova temporada da Mulher Maravilha foi passar o enredo para a própria década de 1970, eliminando os cenários, veículos e vestimentas dos anos 40. Assim, a série ganhou um novo telefilme piloto e teve seus episódios regulares exibidos pela CBS até 11 de setembro de 1979.

Diana Prince

As roupas usadas pela protagonista na primeira temporada, em forma civil, eram um terno militar, já que sua identidade secreta, Diana, trabalhava como secretária do Major Steve Trevor no Ministério da Guerra. Usava óculos pretos em formato arredondado. Ao se tranformar na Mulher Maravilha, tinha seu traje nas cores vermelha, branca e azul, sendo bastante fiel aos quadrinhos, além de sua tiara, braceletes e demais aparatos usados na luta contra o crime, como o icônico Laço da Verdade.

A partir da segunda temporada, Diana passou a usar vestidos modernos e óculos grandes em formato retangular. Agora trabalhava para o serviço secreto americano. Seu traje de Mulher Maravilha também passou por leves mudanças em alguns detalhes, trazendo um ar mais moderno.

Nas cenas de ação, destacam-se o poder da Mulher Maravilha em saltar a grandes distâncias, o uso dos braceletes para se defender de tiros e sua grande força física em combates.

A trama se inicia na década de 1940, em meio à Segunda Guerra Mundial, quando o Major Steve Trevor (Lyle Waggoner) foi convocado a contra-atacar um avião nazista e acaba caindo no Triâgulo das Bermudas após um acidente. Ao cair no mar, acaba sendo levado pela maré à misteriosa Ilha Paraíso, onde vivem apenas mulheres possuidoras de grande poder, força e inteligência. Steve foi resgatado e ficou aos cuidados da Princesa Diana (Lynda Carter).

Steve Trevor e Mulher Maravilha

Pelo fato de que nenhum homem pudesse conhecer o segredo da Ilha Paraíso, a Rainha das Amazonas, Hipólita (Carolyn Jones) organiza um torneio para escolher quem levaria Steve de volta aos Estados Unidos antes que recobrasse a consciência. A única que fora proibida de participar do torneiro foi sua filha, Diana, que conseguiu se disfarçar e vencer a competição.

Antes de levar o Major, Diana recebe de sua mãe o traje de Mulher Maravilha, assim como instruções de como lidar com os mortais e ajudá-los a combater a mal. Ao chegar aos Estados Unidos, com seu avião invisível, passa a trabalhar como secretária de Steve no Ministério da Guerra. Nos momentos de perigo, transforma-se com um movimento de giro na Mulher Maravilha, combatendo os criminosos e agentes nazistas daquele período.

Nesta primeira fase ainda se destacam os personagens General Phil Blankenship (Richard Eastham), Etta Candy (Beatrice Colen) e a irmã mais nova de Diana, Drusilla (Debra Winger).

Mulher Maravilha em ação!

Da segunda temporada em diante, vemos Diana tendo que mais uma vez deixar a Ilha Paraíso, após três décadas, para ajudar o filho de Steve Trevor (interpretado pelo mesmo Lyle Waggoner), agora trabalhando no serviço secreto americano e usando seus poderes de Mulher Maravilha para combater os mais variados tipos de criminosos, como ladrões, assaltantes, lunáticos e até mesmo seres espaciais.

Nesta fase moderna, destacam-se os personagens Joe Atkinson (Norman Burton), Andros (Tim O’Connor) e o computador de última geração IRA (Tom Kratochzil).

A série foi produzida pela Warner Bros. Television, sendo encerrada com um total de 59 episódios, divididos em 3 temporadas.

Uma amostra da grande força da Mulher Maravilha!

Estreou no Brasil em 1975 com a exibição dos telefilmes pela Globo, sendo que os episódios regulares só parassaram a ser exibidos à partir de 1977. Em 1981, passou a ser exibida pela TVS (atual SBT). Já entre 1984 e 1986 foi exibida pela TV Record. Nos anos 2000 foi reprisada pelo canal pago TCM. Atualmente é exibida pela Rede Brasil de Televisão, ISTV e está disponível no serviço de streaming Max.

Foi lançada por completo em DVD, com a dublagem original, em três boxes pela Warner no início dos anos 2000.

A dublagem nacional ficou à cargo do estúdio carioca Herbert Richers, contando com as vozes de Maria di Carlo (1ª voz) e Ângela Bonatti como Diana/Mulher Maravilha, Orlando Prado como Steve Trevor, Dario Lourenço como General Phil Blankenship, Lígia Rinelli como Etta Candy, Nilton Valério como Andros, Sônia Ferreira (1ª voz) e Neyda Rodrigues (2ª voz) como Rainha Hipólita, André Filho (1ª voz) e José Santana (2ª voz) como IRA. A narração ficou à cargo de Ricardo Mariano

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segunda-feira, 24 de junho de 2024

OS FLINTSTONES (1960)

Um marco dos estúdios Hanna-Barbera.

No início dos anos 1960, o estúdio de animação estadunidense Hanna-Barbera, fundado em 1957, já havia se consolidado com suas séries animadas de curta duração para a televisão, como Jambo e Ruivão, Tartaruga Touché, Dom Pixote, Pepe Legal, entre outros. Agora chegava o momento de produzir uma série animada aos moldes dos sitcoms da época, trazendo situações hilárias vividas por uma típica família americana. O grande diferencial, é que esta família viveria na "idade da pedra", mas como se estivesse na década de 60, já que a cidade, os automóveis e objetos seriam semelhantes a sua respectiva década de produção, mas tudo feito à partir de pedras, troncos e funcionando através do trabalho de animais, no caso, os dinossauros. Assim nascia: Os Flintstones (The Flintstones).

O desenho seria a primeira série em animação a ter episódios completos com 30 minutos de duração e exibido em horário nobre. A princípio, Os Flintstones seria um desenho voltado ao público adulto, o que era algo bastante incomum até então. Tanto que uma empresa fabricante de cigarros pediu que os personagens aparecessem em suas propagandas. Com o tempo, ao notar a identificação do público infantil com a série, tal prática foi abandonada e Os Flinstones passou a ser considerado um desenho para toda a família.

A criação dos cartunistas William Hanna e Joseph Barbera, à princípio seria chamada como "Os Gladstones", mas logo o título foi alterado para Os Flintstones. A venda de produtos estampados com os personagens foi bastante alta, tornando o desenho em uma das franquias mais rentáveis do estúdio Hanna-Barbera.

Fred e Wilma.
 

A trama girava em torno da família Flintstone, formada pelo casal Fred e Wilma. Tinham um simpático dinossauro, chamado Dino, como mascote. Seus melhores amigos eram seus vizinhos, os Rubble, cuja família era formada pelo casal Barney e Betty. Seu animal de estimação era um cangurú.

Fred era um sujeito trabalhador, mas um tanto atrapalhado. Sempre se metia nas mais variadas confusões, envolvendo seu melhor amigo Barney, um sujeito de baixa estatura mas de grande coração, sempre tentando aconselhar Fred a não se meter em enrascadas. Porém, por sua ingenuidade, acabava se envolvendo nos problemas do vizinho. A dupla era conhecida por alguns bordões, como o grito: "Yabba Dabba Doo" de Fred quando estava feliz e a frase: "Ei, Fred" de Barney quando queria lhe advertir sobre algum problema.

Wilma e Betty eram amigas inseparáveis, sempre conversando pelo muro de divisa em seus respectivos quintais. Estavam sempre unidas para descobrir os segredos de Fred e Barney, quando aprontavam algo ou saiam escondidos para jogar boliche.

O icônico carro dos Flintstones.

Fred e Barney trabalhavam na pedreira do rabugento Senhor Pedregulho e ganhavam seu salário em "lascas", a moeda corrente no tempo fictício do desenho. Fred operava um guindaste, que na verdade era montado acima de um grande dinossauro.

No decorrer da série, sugem novos personagens, como uma família de vizinhos monstruosos, chamada Frankenstones. Um pequeno alienígena de cor verde que tentava ajudar Fred sem sucesso, chamado Grande Gazoo. Finalmente, a filha do casal Flintstone, Pedrita, nascida na terceira temporada, assim como a adoção do filho dos Rubble, Bam-Bam.

Uma característica engraçada e interessante é o fato de os animais que serviam como ferramentas e trabalhavam no funcionamento dos objetos, sempre quebrarem a quarta parede para reclamar de suas funções.

A série foi apresentada originalmente pela rede ABC entre 30 de setembro de 1966 e 1 de abril de 1966, com um total de 166 episódios, divididos em 6 temporadas. Foi o desenho animado com maior número de episódios até o ano de 1997, quando foi superado pela série Os Simpsons.

Cartaz do filme live action de 1994.
 

Ganhou alguns longa-metragens animados entre os anos 60 e 90, sendo o primeiro deles intitulado Um Homem Chamado Flintstone, de 1966. Outras séries spin off também foram criadas, como Pedrita e Bam-Bam, de 1971, e Os Flintstones Kids, de 1986. Ainda dois filmes live action baseados na série foram produzidos em 1994 e 2000.

Estreou na televisão brasileira ainda no início dos anos 60, pela TV Tupi, passando no decorrer das décadas seguintes pela TV Excelsior, TV Record, Globo, SBT, Rede Brasil e ISTV. Nos anos 1990 e 2000 foi apresentado pelos canais pagos Cartoon Network, Boomerang e Tooncast

No início dos anos 2000, foi lançado por completo em 6 boxes de DVD pela Warner com a dublagem original. Atualmente, está disponível para os assinantes do serviço de streaming Max.

A dublagem nacional ficou à cargo do estúdio paulista  Gravassom/AIC, contando com as vozes de Marthus Mathias (1ª voz) e Alceu Silveira (2ª voz) como Fred. Rogério Marcico (1ª voz), Waldir Guedes (2ª voz) e Neville George (3ª voz) como Barney. Helena Samara como Wilma. Nícia Soares (1ª voz), Laura Cardoso (2ª voz) e Aliomar de Matos (3ª voz) como Betty. Cristina Camargo como Pedrita. Older Cazarré (1ª voz) e Maria Inês (2ª voz) como Bam-Bam. Finalmente, Amaury Costa como Dino. 

Dino, Wilma, Pedrita, Fred, Barney, Betty e Bam-Bam.

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terça-feira, 18 de junho de 2024

MAIS UM EPISÓDIO PERDIDO MUNDIAL DE "CHAPOLIN" ENCONTRADO

 

Cena do episódio "Al robot se le infectaron los transistores", de Chapolin Colorado

No ano de 2023, os fãs brasileiros das séries Chaves e Chapolin Colorado, organizados em vários sites e fóruns, encontraram dois episódios perdidos das famosas séries criadas por Roberto Gómez Bolaños (Chespirito). Na série Chapolin Colorado, foi encontrado o episódio intitulado "O Bandido do Hospital" (No por mucho amenazar, nos madrugan más temprano), gravado e exibido originalmente em 1974. Já em Chaves, o episódio "As Trapaças da Chiquinha" (Las Trampas de la Chilindrina), gravado e exibido originalmente em 1978.

Nos últimos anos em que a s séries vinham sendo exibidas, nenhuma emissora em todo o mundo transmitia os citados episódios, já que não eram mais distribuídos pela Televisa após a remasterização dos programas. O arquivo de Chapolin foi encontrado à partir de uma gravação feita em fita VHS no ano de 1985 em Cancún. Já o arquivo de Chaves, foi disponibilizado por um colecionador peruano, tendio sido encontrado à partir de uma gravação feita em fita VHS no ano de 1993, quando o episódio foi exibido pela emissora América Television, do Perú.

A grande novidade deste mês de junho de 2024 foi o encontro de mais um episódio "perdido mundial" da série Chapolin Colorado, intitulado "O Robô" (Al robot se le infectaron los transistores), exibido originalmente no México em 18 de agosto de 1976. 

O episódio trata-se de uma regravação (remake) do episódio "Um Robô Desparafusado" (El hombre que costó 6 pesos), de 1973. A trama apresenta um cientista (Ramón Valdés) que criou um robô com aparência humana (Carlos Villagrán), para que lhe servisse como empregado doméstico. O problema é que o mesmo ficou louco, atacando as pessoas quando menos se espera. Assim, a sobrinha do cientista (Florinda Meza) invoca o Chapolin Colorado (Chespirito) para resolver a situação.

 

A versão mais conhecida no Brasil, gravada em 1979.
 

Tal roteiro é mais conhecido no Brasil por sua terceira regravação, exibida originalmente no México em 1979, onde o cientista é interpretado por Edgar Vivar e o robô por Rúben Aguirre. A dublagem brasileira, realizada pela MAGA nos estúdios da TVS, intitulou o episódio como "O Robô, que pirou" (Al robot se le infectaron los transistores).

Ainda existem muitos episódios perdidos de Chaves, Chapolin e até mesmo do programa Chespirito, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Tais episódios não são distribuídos pela Televisa desde os anos 80. Entre estes estão a primeira parte do episódio em que o ator Héctor Bonilla aparece em Chaves, intitulado "Um Astro Cai na Vila - Parte 1" e a terceira e última parte do episódio "Os Piratas" em Chapolin. 

Curiosamente, no Brasil foram exibidos alguns episódios que não estão disponíveis em nenhuma emissora de outros países, como "Muitas Marteladas - Parte 2" e "Um Festival de Vizinhos - Parte 2" em Chaves e "Aventuras em Vênus" e "Dr. Chapatin e o Contrabando / Com essa pulgas não se brinca de pula-pula!" em Chapolin.

Assista abaixo ao citado episódio de Chapolin, postado no YouTube. O arquivo foi disponibilizado por Claudio Matuc (RETROMAGIA ROSARIO). A gravação foi feita através do Canal 5 de Rosário (Santa Fe, Argentina), em meados de 1983.

 




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